• Bem-Vindo ao Despertar da Consciência

    No nosso site irá encontrar: Artigos, Documentários e Livros sobre diversos temas, alguns deles contorversos. Temos também uma secção dedicada à Permacultura pois entendemos que não só devemos expor os problemas da nossa sociedade como também podemos dar um pouco da "solução". Aconselhamos a navegar pelo site com mente aberta e senso crítico para que possa analisar alguns assuntos por si mesmo.

  • Documentários

    Na secção de documentários será reencaminhado para um dos nossos Parceiros "Contra-Educação" onde vai encontrar mais de 150 documentários sobre os mais variados assuntos como por exemplo educacional, informativo, científico, etc. Acompanhe também "O Plano" para ter um melhor seguimento sobre quais os documentários que deve ver antes de abordar assuntos mais "difíceis de entender".

  • Biblioteca

    As Bibliotecas são de fundamental importância para o desenvolvimento das sociedades e para o crescimento intelectual e o conhecimento do indivíduo. É ele que permite ao ser humano registrar fatos importantes da sua história e repassar esses fatos a sociedades posteriores, atuando como uma "passagem" do conhecimento.

  • Permacultura

    Da necessidade de soluções para se viver em harmonia com a natureza e com nós mesmos surgiu a Permacultura, que pode ser visto como uma maneira ecológica, sustentável e consciente de se viver. As alternativas são possíveis e por isso queremos nesta secção falar um pouco do que é a permacultura assim como apresentar alguns manuais de construção de inúmeros utensílios que o podem ajudar a viver de forma sustentável.

Doutor Max Gerson, nasceu na Alemanha em 1881, estudou medicina nas três principais universidades alemãs, acabando por se formar na universidade de Freiburg. Era médico, mas sofria de enxaquecas debilitantes, de tal forma que passava dias de cama com tudo escuro, sem poder trabalhar. 

Nem ele, nem seus colegas médicos conseguiam um tratamento que fosse eficaz. Como última solução, começou a experimentar varias dietas, para ver se o seu problema era nutricional, depois de varias alterações, conclui pela experiência em si próprio que uma dieta sem sal, com pouca gordura e vegetariana o libertava das suas enxaquecas e náuseas.

Dr. Gerson passou então a prescrever a sua "dieta enxaqueca" aos seus doentes e colegas. 

Um deles referiu que não só tinha cessado suas enxaquecas como se estava a curar da sua doença cronica - lúpus, o que o Dr. Gerson considerou "impossível", pois tinha aprendido que lúpus era incurável; no entanto as lesões do paciente foram se curando. Tudo isto deixava o jovem médico perplexo. Como podia uma dieta que tinha sido concebida para tratar uma enxaqueca, também ajudar em outro problema de saúde totalmente diferente? 

Com o tempo, e com as evidencias, foi forçado a reconhecer que o que a sua dieta foi capaz de curar, não foi uma determinada doença ou sintoma, mas sim todo o organismo, que depois se tornou capaz de se livrar de todos os seus males apenas utilizando alimentos orgânicos, sumos, enemas de café, desintoxicação e suplementos naturais para ativar a habilidade do corpo para curar-se. Doenças como cancro, diabetes, doenças cardíacas e artrite têm sido curadas com esta terapia.

Nos 20 anos seguintes, desenvolveu e aprimorou a sua terapia para ajudar pessoas com cancro. Curou um grande número de pacientes com cancro terminal, que tinham sido enviados para casa para morrer. O Seu sucesso com "este tipo de tratamento" atraiu grande hostilidade por parte do estabelecimento médico americano (depois da 2ª guerra mundial o Dr. Gerson vai para América com a família), o que prejudicou os seus esforços para fazer o seu método de cura público e acessível a todas as pessoas. Era óbvia a influência que a industria farmacêutica mantinha em relação à censura de outros tipos de tratamentos que não os seus.

Dr. Gerson regista então todo o seu "conhecimento" num livro "A cancer Therapy: Results of 50 Cases", publicado em 1958, que viria a tornar-se um clássico, com uma abordagem alternativa e revolucionária para o tratamento do cancro e de doenças crónicas degenerativas, um método que tem ajudado muitas pessoas até aos dias de hoje.

Um dos seus pacientes foi o medico teólogo e missionário Dr. Albert Schweitzer que com 75 anos sofria de diabetes. Com a Terapia Gerson curou-se por completo de forma que voltou para o seu hospital africano e ganhou o prémio Nobel da Paz aos 77 anos, no entanto trabalhou até aos 90 anos.

Para uma melhor compreensão da história deste grande senhor e do seu método de cura para o cancro e outras doenças aconselhamos a ver os documentários abaixo. Não só irá compreender a vida que este homem teve (perseguido pelos nazis e todos os seus irmão mortos pelos mesmo), terá a oportunidade de conhecer a sua filha que ainda hoje continua com o seu projeto (The Gerson Institute, na California e o Gerson Hospital em Tijuana, México), assim como poderá assistir aos diversos testemunhos de pessoas cujos prognósticos eram de menos de um ano de vida segundo os médicos "especialistas", mas que optaram pelo tratamento nutritivo do Dr. Max Gerson e conseguiram ser curadas.

"O Milagre de Gerson"


"Morrendo por não saber"




The Gerson Institute
The Gerson Institute is a non-profit organization in San Diego, California, dedicated to providing education and training in the Gerson Therapy, an alternative, non-toxic treatment for cancer and other chronic degenerative diseases.


Guia de ervas aromáticas

Alecrim, salsinha, sálvia, tomilho, manjericão, majerona, orégano... Estas são apenas algumas das ervas que você pode ter em casa e usar sempre que quiser preparar um prato especial..

Alecrim
Nome científico:Rosmarinum officinalis
Uso culinário:de sabor fresco e doce, é recomendado no preparo de carnes, principalmente porco e carneiro, e de batatas e manteigas aromatizadas. Seus raminhos podem ser usados na decoração.
Curiosidades:originário do mediterrâneo, o alecrim é símbolo da fertilidade e, na Idade Média, era usado para purificar o quarto de doentes. Como seu odor é estimulante, os estudantes gregos usavam ramos nos cabelos para alertar a memória durante os exames.
Dicas:erva de ciclo perene, o alecrim gosta de ambientes muito iluminados e de solo com granulação arenosa
Endro ou Dill
Nome científico:Anethum graveolens
Uso culinário:de sabor suave e agradável, o dill é usado em arroz, sopas, saladas e peixes na forma de folhas frescas ou de sementes. Nos países escandinavos, o endro tem a mesma importância que o orégano na culinária italiana.
Curiosidades:o endro é originário do Egito, mas foi amplamente usada pelos antigos romanos. Os gladiadores costumavas usar a erva em sua alimentação por acreditarem que ela aumentava a força física. A erva era tão valorizada na antiguidade que os hebreus pagavam o dízimo religioso com o endro.
Dicas:esta erva não deve ser plantada próxima à erva-doce. Deixe-a sempre em local iluminado.
Manjerona
Nome científico:Origanum majorana
Uso culinário:muito popular nas cozinhas grega e italiana, a manjerona é usada no preparo de carnes, sopas, molhos de tomate e pizzas, e no tempero de óleos e vinagres. Batatas, pratos com queijo e omeletes ganham um toque especial com esta erva.
Curiosidades:uma das ervas favoritas de Afrodite, a deusa do amor, a manjerona simboliza a felicidade. Por isso é conhecida como a erva do amor eterno e usada em enfeitos por noivos e amantes.
Dicas:esta erva exige espaço para crescer. Deixe pelo menos 20 cm de espaçamento entre a manjerona e outras ervas.
Orégano
Nome científico:Origanum vulgare
Uso culinário:de sabor forte e aromático, o orégano combina bem com tomate fresco, molhos à base de tomate, omeletes, assados e pratos de queijo. A erva fresca dá aos pratos um sabor completamente diferente da versão desidratada, que tem seu amargor mais acentuado.
Curiosidades:e foi esse sabor característico que fez Hipócrates, na Grécia Antiga, dar à erva o nome Origanum (erva amarga). Os gregos, por sinal, usavam o orégano muito mais em receitas de óleos pós-banho do que na culinária.
Dicas:de ciclo perene e porte rasteiro, o manjericão pode ser usado como forração junto a ervas de maior porte, como alecriam e manjericão.
Sálvia
Nome científico:Salvia officinalis
Uso culinário:de folhas aveludadas, sabor delicado e aroma de cânfora, a sálvia é muita usada nas cozinhas alemã e escandináva no preparo de salsichas e carnes ricas em gordura. Nas outras cozinhas, a erva dá um toque especial a pães, molhos, carnes bovina e suína, aves, peixes, carneiro e caças, quebrando o sabor adocicado de algumas carnes.
Curiosidades:a sálvia possui grande capacidade terapêutica, daí o nome recebido (salvare, que significa salvar) e o ditado: “Quem pode adoecer quando possui um pé de sálvia plantado na horta?”.
Dicas:na culinária, use a erva com moderação, para que o prato não fique com um sabor amargo.
Tomilho
Nome científico:Thymus vulgaris
Uso culinário:de sabor e aroma deliciosos, o tomilho combina com ensopados, marinadas e molhos à base de vinho. É parte essencial do famoso Herbes de Provence, tempero francês com várias ervas.
Curiosidades:na Grécia antiga, o tomilho era usado para estimular os guerreiros, dando-lhes coragem antes das batalhas. No antigo Egito, a erva era usada no processo de embalsamamento dos corpos.
Dicas:o tomilho cresce bem em solo neutro ou levemente alcalino e em locais com bastante sol e pouca água. Pode ser usado nas bordas de canteiros de ervas como sálvia, alecrim, lavanda e segurelha.
Cebolinha
Nome científico:Anthriscus cerefolium
Uso culinário:de aroma delicado, que lembra levemente mirra, essa erva originária do mediterrâneo é usada em pratos com molho: omeletes, saladas, vinagretes, sopas e carnes assadas. Acrescente-a ao prato no último instante.
Curiosidades:o cerofólio é conhecido na Europa como folha da alegria.
Dicas:De ciclo anual, o cerofólio deve ser plantado em solo com granulação média e bastante adubado, mas em local com sombra. Em jardins de erbas, deve ser cultivado à sombra de outras plantas de maior porte, como melissa e alecrim. Na colheita, corte os talos maiores do cerofólio na base.
Coentro
Nome científico:Coriandrum sativum
Uso culinário:erva de sabor marcante, é muito usada nas cozinhas do Norte e e do Nordeste brasileiros. Combina com pratos de frutos do mar e caldos de peixe, embora seja ingrediente essencial no molho curry, usado na cozinha indiana para dar sabor a frangos e carnes.
Curiosidades:originário da África, o coentro ganhou esse nome devido ao aroma que os frutos verdes apresentam, muito parecido com o dos percevejos –ou koriandrum, em grego. Conta-se que as “bruxas”da Idade Média usam a erva na fabricação de poções mágicas afrosidíacas.
Dicas:De ciclo anual, o coentro deve ser colhido pelas extremidades superiores, o que favorece a produção de folhas novas. Vai bem em ambiente com boa luminosidade e em solo de granulação média.
Hortelã
Nome científico:Mentha spp
Uso culinário:Uso culinário: erva perfumada e aromática muito usada no preparo de chás, assados e grelhados, a hortelã é a base condimentar da cozinha árabe, estando presente em quase todas as receitas
Curiosidades:Conta a mitologia grega que o deus Hades apaixonou-se pela ninfa Menta, mas sua mulher, Perséfone, sentiu-se traída e transformou a ninfa em uma planta, condenando-a a vegetar nas sombras das cavernas –ou na entrada do reino dos mortos.
Dicas:plante a hortelã em solo argiloso, com bastante água e em local com sombra e luz indireta. Na hora de consumir, colha as pontas em crescimento, estimulando os brotos laterais.
Cerefólio
Nome científico:Anthriscus cerefolium
Uso culinário:de aroma delicado, que lembra levemente mirra, essa erva originária do mediterrâneo é usada em pratos com molho: omeletes, saladas, vinagretes, sopas e carnes assadas. Acrescente-a ao prato no último instante.
Curiosidades:o cerefólio é conhecido na Europa como folha da alegria.
Dicas:De ciclo anual, o cerefólio deve ser plantado em solo com granulação média e bastante adubado, mas em local com sombra. Em jardins de erbas, deve ser cultivado à sombra de outras plantas de maior porte, como melissa e alecrim. Na colheita, corte os talos maiores do cerofólio na base.
Estragão
Nome científico:Artemisia dracunculus
Uso culinário:de sabor acentuado, esta erva é excelente no preparo de vinagretes, saladas, peixes, omeletes e molhos, principalmente béarnaise, tártaro e holandês.
Curiosidades:o termo dracunculus (dragão, em latim) vem da semelhança que a raiz do estragão tem com o dragão. Acreditava-se que as plantas cujas raízes tinham esse formato podiam curar picadas de animais venenosos. Ninguém viveu para contar.
Dicas:de ciclo perene, o estragão deve atingir 40 cm de altura antes de ser colhido. Vai bem em solo muito adubado e em ambientes com muita luz.
Manjericão
Nome científico:Ocimum basilicum
Uso culinário:uma das ervas mais consumidas na cozinha de vários países, o manjericão pode ser usado para temperar saladas, em pratos de massa, em omeletes, sanduíches, e molhos de tomate. Acrescente as folhas delicadas do manjericão ao prato cozido, no último instante.
Curiosidades:na Índia, de onde é originário, o manjericão, ou erva rainha, é uma planta quase sagrada. Os gregos a usavam em rituais religiosos, e antes de colhê-la, a mão direita tinha de ser purificada com folhas de carvalho, e a esquerda, lavada em três fontes diferentes.
Dicas:quando o manjericão florir, corte o pendão floral para aumentar o vigor da planta e aumentar sua longevidade.
Variedades:manjericão anão, manjericão gigante e manjericão roxo
Salsinha
Nome científico:Petroselinum crispum
Uso culinário:de sabor suave, a salsinha é muito usada na culinária das regiões sul e sudeste do país, em saladas, sopas, molhos e temperos em geral. Quando cozida, a salsinha destaca o sabor do prato principal. A versão crespa tem sabor semelhante ao da salsinha, mas é mais usada na decoração dos pratos.
Curiosidades:originária da Europa, a salsinha era usada pelos gregos para coroar os vencedores de jogos e em tratamentos medicinais. Foram os romanos, no entanto, que a introduziram na culinária, oferecendo-a aos convidados para prevenir intoxição.
Dicas:de ciclo bianual, a salsinha pode crescer até 30 cm, desde que seja cultivada em solo fértil e em local com bastante luminosidade.
Variedades:salsinha crespa



Narrado por Cori Brackett, este é um excelente documentário que nos mostra os perigos do adoçante artificial chamado Aspartame, que é dos adoçantes mais utilizados em bebidas. Desde a sua história até aos seus efeitos este documentário irá certamente chocar qualquer pessoa e certamente a fará pensar melhor sobre muitos produtos que se encontram no mercado. 

O Aspartame é um aditivo alimentar tóxico que começou a ser comercializado com o investimento de Donald Rumsfeld enquanto se ignoravam os perigos que os testes sobre este aditivo mostravam. Foi criado em 1965 pela empresa americana G.D. Searle & Company e comprada posteriormente pela Monsanto. Tem grande poder de adoçante (cerca de 200 vezes mais doce que a sacarose) e é menos denso. 

Ele é consumido por mais de 200 milhões de pessoas, em todo o mundo e está presente em mais de 6000 produtos.


Que alimentos contêm aspartame ?

O aspartame é muitas vezes oferecido como um edulcorante de mesa. Você também pode encontrar muitas vezes aspartame adicionada a refrigerantes, doces sem açúcar e doces , sobremesas congeladas ou sorvetes, iced tea's , mistura de cacau , pastilhas de mascar, doces, iogurtes, substitutos de refeição e outros alimentos de baixo teor calórico ou sem açúcar .


Refrigerantes
Muitos refresco em pó , aromatizantes xaropes para o café, adoçado chás gelados , sucos de frutas ou vegetais águas aromatizadas conterá aspartame para torná-los gosto mais doce . Refrigerantes comuns , que incluem aspartame incluem Coca Cola Zero, Pepsi Max, Lilt Zero, Sprite Zero, Tango, 7up, Lucozade Desporto, Schewppes bebidas Slimline , Fanta Zero, Fanta Laranja, Dr. Pepper Zero, etc.

Refrigerantes sem açucares
A maioria dos refrigerantes diet vai usar adoçantes artificiais como aspartame no lugar de xarope de milho de alta frutose ou açúcar de cana, que são mais elevados em calorias. Alguns dos refrigerantes de dieta mais comuns que usam aspartame incluem Coca Cola Diet.

Pastilhas e doces
Um grande número de marcas comuns de doce ou goma tem aspartame como ingrediente. Em doces que são rotulados sem açúcar como gomas , mint's e chicletes vai encontrar aspartame. Gum , que tende a ter aspartame inclui Airwaves da Wrigley e produtos Orbit.

Iogurte
Iogurtes que são açúcar ou isento de gordura ou aqueles que possuem uma consistência bebível será normalmente realizada com um leite com baixo teor de gordura e aspartame. Iogurtes que são conhecidos por conter aspartame incluem Mueller de cereja, mirtilo, banana, creme e framboesa e Danone Activia.

Sobremesas
A maioria das sobremesas que são anunciados como sendo baixo teor de açúcar ou sem açúcar foram adicionados aspartame para ajudar a manter o sabor do produto. Coberturas de sorvete ou novidades, caixas de sorvete, sorvetes congelados , açúcar livre mousse , biscoitos ou tortas costumo usar aspartame. Mixes pudim ou gelatina anunciado como sendo sem açúcar também costumam ter aspartame neles.

Condimentos
A maioria dos condimentos que são anunciados como sendo menor de açúcar como molho barbecue , xarope de bordo , os spreads de frutas , geleia, doce , calda de chocolate ou ketchup terá substituído o açúcar com aspartame para que eles ainda têm gosto doce , mas são mais baixos em calorias. Condimentos que contêm molho agridoce light do aspartame incluem Uncle Bens , prata luz Sweetness Colher e açúcar granulado luz e Canderel .

Substitutos de refeição 
Algumas opções de substituição de refeição vai substituir o açúcar por aspartame para ajudar a reduzir as calorias e açúcar . Um monte de snake's ou barras de perda de peso que são promovidos para a dieta vai ter aspartame incluído para garantir que cumpram metas específicas de calorias. 

Envenenamento por Aspartame

Existem até hoje 92 sintomas que indicam o envenenamento por Aspartame e até hoje mais de 100.000 queixas oficiais. Dessa lista constam: Epilepsia, Cancro, lúpus, dores de cabeça crónicas, dores abdominais ou até mesmo a MORTE.

Muito são os cientistas e médicos que dizem que a doença que mais afecta o mundo ocidental hoje em dia é a Doença do Aspartame, pois pode ser a causa de doenças como:
  1. Tumores;
  2. Alergias;
  3. Esclerose múltipla;
  4. Parkinson;
  5. Epilepsia;
  6. Cancro;
  7. Lúpus;
  8. Infertilidade;
  9. Fibromialgia;
  10. Síndrome das pernas cansadas;
  11. Enxaquecas;
  12. Depressão e distúrbios no sistema nervoso central;
  13. Irritações vaginais;
  14. Aumento de peso
A estrutura química deste adoçante artificial faz com que o corpo sinta os sintomas destas doenças e é a isto que se chama a doença do Aspartame, pois muitos são os doentes diagnosticados com estas doenças que após seguirem o programa de desintoxicação recuperam a sua saúde.

Se sofre de alguma dor crónica ou persistente e consome Aspartame diariamente (no café, iogurtes, chocolates etc.) pare imediatamente, pois a única cura para o envenenamento é limpar o seu corpo desta substância.

Veja também: 
Este documentário lançado em 2011 e dirigido pelo cineasta brasileiro Silvio Tendlergar alerta sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura brasileira, que atualmente é a recordista mundial no uso desses agentes químicos fornecidos por empresas como Bayer, Dupont e Monsanto, entre outras.

Aborda também a questão de como o governo, em parceria com as grandes empresas, implantou um modelo que ameaça a fertilidade dos solos, a água e a biodiversidade, contaminando as pessoas através do o ar e da alimentação.


Muitos dos venenos produzidos por estas empresas foram banidos em vários países de todos os continentes, mas no Brasil continuam em uso, inclusive pelos pequenos agricultores, que são obrigados a usar sementes transgénicas e pesticidas para conseguir crédito junto aos bancos.

O Brasil é o país do mundo que mais consome os venenos: são 5,2 litros/ano por habitante, e é fácil perceber porquê, pois existe um incentivo fiscal para quem utiliza agrotóxicos, o que gera uma grande contradição entre a saúde da população e a economia do país uma vez que o grande interesse permanece do lado das multinacionais e dos governos.

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"O Mundo Segundo a Monsanto" é um documentário de 2008 dirigido por Marie-Monique Robin e relata muitas controvérsias em torno do uso e promoção de sementes geneticamente modificadas, bifenilos policlorados (PCB), o Agente Laranja, etc. Casos nos Estados Unidos, Canadá, Índia, México, Paraguai, Reino Unido e França, são explorados, apontando ao longo do caminho as conspirações das corporações com os governos, as táticas de pressão, supressão e manipulação de dados científicos e extra-legais praticadas ajudando grandes empresas na tentativa de dominar a agricultura global. 

São entrevistados cientistas, representantes da Administração de Alimentação e Medicamentos e Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, representantes da sociedade civil, vítimas de atividades da empresa, advogados e políticos.

Este documentário aborda perigos do enorme crescimento das plantações de transgénicos, que em 2007, cobriam 100 milhões de hectares, com propriedades genéticas patenteadas. 90% são propriedade da Monsanto. Por meio de documentos inéditos e testemunhos de cientistas, representantes governamentais e vítimas da companhia, o filme realiza uma ampla investigação sobre um dos maiores impérios industriais do mundo.

"O Mundo Segundo a Monsanto"


Monsanto
Criada em 1901, a gigante americana Monsanto, hoje líder mundial na produção de organismos geneticamente modificados, é conhecida pela toxicidade dos seus produtos. Enfrentado processo atrás de processo ao longo da sua história, a empresa reinventou recentemente a sua imagem como uma companhia preocupada com a implantação do desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza. 


Robin (produtor do documentário) viaja para a Índia, México, Argentina e Paraguai para perceber como os organismos geneticamente modificados da Monsanto têm afetado os agricultores locais que usam o seu produto.

Factos:
  • O México, depois de banir os OGMs, tentou limitar a contaminação e cruzamento de milho geneticamente modificado, para comer, financiado pelos Estados Unidos e importado através do Acordo Norte-Americano de Comércio Livre (NAFTA).
  • Agricultores argentinos estão a desistir da agricultura e estão-se a mudar para centro urbanos pois não conseguem competir com as agriculturas transgénicas e têm experienciado efeitos negativos provenientes dos herbicidas e pesticidas.
  • O Paraguai foi forçado a aceitar culturas de OGM's pois já eram importados para o seu país e eram cultivados em massa anonimamente, então a proibição à sua exportação iria causar sérios problemas à economia do país.
Como era de esperar, a Monsanto recusou participar neste documentário.
Horta orgânica: comida saborosa, saudável e sustentável.
Cultivar uma horta orgânica, independente do tamanho e da variedade de alimentos plantados, é sempre bom. Bom para a saúde e o bem-estar da família, que irá ingerir alimentos mais saudáveis e livres e agrotóxicos, e também para o meio ambiente, que deixará de receber produtos químicos e ter seus recursos naturais, como solo e água, explorados de forma insustentável. Fazer uma horta em casa aumenta o seu contato com a natureza e economiza nas feiras e supermercados. É preciso ficar atento e tomar alguns cuidados na hora de montar a sua horta. Elas podem ser feitas em todos os tipos de casa e apartamentos, só precisam ser adaptadas ao espaço e aos recursos disponíveis.

Preparativos

Confira o clima, o solo, o local de plantio e as espécies antes de começar sua horta/Foto:Almargem

Antes de iniciar sua horta, fique atento aos seguintes fatores:

Clima – ele é determinante na adaptação de certas culturas e deve ser levado em consideração na seleção de variedades. As diferenças entre estações, quanto à temperatura e volume de chuva devem ser verificados, servindo como base para um calendário de épocas de plantio.

Solo - muita atenção ao tipo e cuidado do solo. O solo é considerado um organismo vivo, que interage com a vegetação em todas as fases de seu ciclo de vida. Devem ser analisados em seus aspectos físico (textura e estrutura), químico (nutrientes) e biológico (organismos vivos existentes no solo).

Local – o lugar da instalação da horta tem de ser de fácil acesso, maior insolação possível, água disponível em quantidade e próxima ao local. Não devem ser usados terrenos encharcados. Os canteiros devem ser feitos na direção norte-sul, ou voltados para o norte para aproveitar melhor o sol. No local da horta não é aconselhavel a entrada de galinhas, cachorros ou coelhos.

Espécies – escolha com cuidado o tipo de vegetal que você irá plantar. Cada espécie precisa de um tipo de tratamento e possui um ciclo de crescimento próprio. Informe-se na hora de comprar as mudas e sementes e verifique se aquele tipo irá se adequar à sua horta.

Dentro de casa

Dentro de casa, prefira os vasos e as espécies menores, como temperos/Foto: Drang

Para montar uma horta em espaços pequenos, como apartamentos, prefira os vasos. Eles podem ser de qualquer tamanho, apenas assegure-se de só plantar espécies que irão se adaptar ali.

Passo a passo:

1. Escolha um vaso com furos;
2. Encha um terço do vaso com brita ou pó de brita, para a drenagem;
3. Coloque uma mistura de duas partes de terra, uma parte de composto orgânico e uma parte de húmus até a borda do vaso;
4. Espalhe um pouco de areia;
5. Plante as mudas;

Em espaços médios

Use sempre adubos orgânicos, como os compostos/Foto: terracotabolsas

Se você dispõe de um espaço um pouco maior, pode plantar as espécies diretamente na terra, em um canteiro. Você pode cultivar os mesmo alimentos indicados para os vasos, além de outros, que precisam de mais espaço.

Passo a passo:

1. Revolver o solo com enxada ou pá, deixando a terra bem solta e fofa;
2. Misturar o composto orgânico;
3. Deixar o canteiro 20 centímetros acima do nível do terreno;
4. A largura do canteiro deve ser de no máximo 1,20 m;
5. Marcar os espaçamentos (exemplo: os pés de alface devem ficar a dois palmos um do outro);
6. Posicionar as mudas de maneira intercalada, em forma de triângulo, para evitar a erosão;
7. Misturar as sementes com areia e espalhar com a mão sobre o canteiro de maneira mais uniforme possível;
8. Regar pelo menos uma vez ao dia. Em regiões quentes, duas vezes ao dia até as mudas emergirem. Regar nas horas frescas, de preferência pela manhã.

Em espaços grandes

Hortas grandes exigem mais cuidados, mas a recompensa pode ser grande/Foto: blog visão

Se você possui uma área maior, como um terreno ou um amplo quintal, pode fazer uma horta mais estruturada e com maior variedade de alimentos. Essas dão mais trabalho, mas certamente você será compensado.

Passo a passo:

1. Monte a sua horta orgânica em uma área sem muito movimento. Se você tiver animais, coloque uma cerca de bambu, madeira ou outro material para que eles não entrem. Escolha um lugar que receba muito sol. Se você mora em uma região seca, é preciso ter uma fonte de água próxima.
2. Limpe a área que será plantada. Você precisa tirar as ervas, o capim, as plantas velhas e as pedras. Aproveite esses resíduos naturais para produzir seu próprio adubo natural.
3. Are a terra quando tiver limpado o terreno. Use enxada ou arado para remover bem. A terra deve estar úmida para ser arada.
4. Coloque o composto orgânico na terra para que ela seja mais fértil e as frutas, verduras e legumes cresçam facilmente. Espalhe uma camada de 4 cm de adubo e misture bem com a terra da superfície.
5. Para plantar, faça um desenho da sua horta. Informe-se sobre como cresce cada fruta, verdura e legume que você pretende plantar, como eles devem ser agrupados e qual é a distância necessária entre eles para um bom crescimento.
6. Faça sulcos a cada 30 cm, que atravessem a horta inteira. Isso organizará suas frutas e verduras e permitirá que você se desloque sem problemas pela plantação. Coloque tijolos, pedras ou madeiras dentro desses sulcos para poder andar sem pisar nas plantas.
7. Siga as instruções das embalagens das sementes. Informe-se sobre o crescimento e agrupe-as de acordo com as informações que você obteve ou as indicações de um especialista.
8. Proteja a sua horta contra pragas e insetos. Remova as ervas-daninhas que crescerem entre as plantas, já que elas absorvem a água que a sua horta precisa para crescer.

Dicas:
Se o seu terreno é muito argiloso, acrescente areia junto com o adubo, para ele ficar mais permeável à água.
A irrigação é fundamental para um bom crescimento. O sistema por gotejamento é o ideal.
Você pode colocar palha nos sulcos para evitar o crescimento de ervas-daninhas.
Os tempos de crescimento de cada verdura, cada fruta e cada legume são diferentes, assim como as estações do ano em que cada um deve ser plantado. Informe-se bem a respeito e confira a tabela abaixo para saber quando plantar cada muda.


Com informações do www.jardimdeflores.com.br, www.wiki.bemsimples.com e www.planetaorganico.com.br

Desengane-se quem pense que as tentativas de utilização das energias renováveis são recentes, pois já no início do século passado o padre Himalaya defendia que um país poderia desenvolver-se pelo aproveitamento das suas forças naturais.


Manuel António Gomes nasceu em 9 de Dezembro de 1868, em Cendufe, concelho de Arcos de Valdevez, no seio de uma família de lavradores pobres.
Nascido em pleno liberalismo, numa sociedade rural, as conflituosidades políticas entre legitimistas e constitucionalistas não se fizeram sentir na sua infância. Segundo Jacinto Rodrigues: “A religiosidade popular abraçava, no seu manto de magia e superstição, a maioria da população agrária do país”. Cresceu num clima de curandeirismo e de histórias de tesouros escondidos nas fráguas. Fez os estudos elementares, entre os 7 e os 11 anos, no Souto, aldeia perto de Cendufe.

Em 1882 inscreveu-se no seminário de Braga, frequentando o Colégio Espiritano, criado para seminaristas pobres. Tinha então 15 anos. Nesta altura, embora a força da Igreja fosse grande, florescia uma nova burguesia, possuidora de novas mentalidades, fruto do acompanhamento do progresso tecnológico. No colégio adquiriu o gosto pelo experimentalismo e pela intervenção técnica, graças aos métodos de ensino inovadores ali praticados, nomeadamente ao nível da agricultura e da física. Assim, a partir de 1889, propõe-se aumentar naturalmente a fertilidade dos solos, através da captação do azoto atmosférico, com um aparelho capaz de o transformar em “azotatos de amoníaco”. Mas este aparelho só viria a ser inventado, em parte, em 1898, pelo professor alemão Linde.
Durante o seminário modificou o seu nome de baptismo, acrescentando-lhe Himalaya, devido à alcunha que um seu colega lhe destinara por ser de elevada estatura. Não mais deixou de assinar este nome. 

Aluno irrequieto e pouco dado à bajulice, aberto às novas correntes filosóficas, leu todas as obras fundamentais na sua época, sobre História, Química, Física, Geologia, Botânica, Zoologia, entre outros assuntos, graças à bem apetrechada biblioteca do Seminário e ao Bispo Crisóstomo Amorim Pessoa, que a recheara com mais de 7000 volumes. A irreverência do seu pensamento filosófico valeu-lhe alguns deméritos de professores que considerava “imbecis e incompetentes”. Apesar destas atribulações é sujeito, em 1886, às inquirições, onde várias testemunhas atestam a sua idoneidade familiar, permitindo-lhe completar o seminário preparatório em 21 de Junho de 1887 e iniciar o curso teológico. Terminado este, em 2 de Junho de 1890, vai leccionar para o Colégio da Formiga, em Ermesinde, até se tornar padre, a 26 de Julho de 1891. É neste colégio que inicia as suas investigações solares.
Depois de ordenado padre ruma a Coimbra, com o intuito de frequentar o curso de Matemática, tornando-se capelão no Colégio dos Órfãos e posteriormente vice-reitor. Mas não chega a concretizar esta vontade, pois em 1892 decide demitir-se solidariamente com o reitor, na altura acusado de usar violência nos castigos aplicados a alguns órfãos. Depois deste episódio, vive algum tempo em Vila Real, onde conhece a família de Manuel Brown Van Zeller, que vivia na Casa de Montezelo, em Fânzeres, tornando-se preceptor dos seus filhos. Em simultâneo escreve artigos para o jornal «A Palavra», exprimindo a sua ligação à doutrina social da Igreja, exposta pelo papa Leão XIII.
Durante cinco anos (1892-1897) mantém uma estadia intermitente em casa dos Van Zeller, tendo, provavelmente neste período, visitado o continente Africano como missionário, onde contrai a malária, e as termas de Bad Worishoffen, na Alemanha, para uma cura pela água. A partir de 1893 começa também a percorrer as províncias do centro e sul do País, recolhendo exemplares da flora portuguesa, dedicando-se ao estudo das plantas e da agricultura em geral, provavelmente influenciado pelas doutrinas de Sebastian Kneipp, director da estação hidrotermal de Bad Worishoffen e adepto da fitoterapia. Neste trabalho é coadjuvado pelo Dr. Júlio Henriques, director do Jardim Botânico de Coimbra e tradutor do Dicionário Botânico e Medicinal de Muller, o qual formara um conjunto de pessoas no intuito de organizar a pesquisa da flora portuguesa, nomeadamente a sistematização das plantas medicinais. É o anotador da 3ª edição do livro «Tratamento pela Água» de Kneipp, reeditado em 1896, a partir da anterior edição portuguesa (traduzida por Alves de Araújo, professor do liceu de Braga), que fará dele um conhecido terapeuta do «Kneippismo» em Portugal. O padre Himalaya será acompanhado durante toda a vida pelo naturismo e pela sua concepção terapêutica.
Em 1898 aceita o lugar de professor no Colégio da Visitação, no Porto, aproveitando o tempo livre para os estudos das ciências e da botânica médica. Fabrica, ele próprio, a partir de plantas medicinais, elixires, pomadas e chás que oferece aos familiares e amigos, assim com às populações mais pobres. Ao mesmo tempo, dirige as obras de ampliação do Colégio e dedica-se à radiestesia, conseguindo descobrir água nos terrenos da Instituição. É encarregue das obras de construção da ala norte do novo edifício, anexo ao Colégio. Foi, provavelmente, o autor do projecto de uma parte da estrutura metálica da obra, assim como da estrutura da capela. Este facto pode estar na origem do seu contacto com a Fábrica de Massarelos, vanguardista na tecnologia europeia no domínio da metalo-mecânica e das fundições. Deste contacto poderão ter surgido os seus conhecimentos sobre fornos.
Adere, neste período, como sócio fundador, ao Círculo Católico Operário do Porto. As tentativas de reorganização da Igreja fazem face, entre 1890 e 1910, à ascensão do movimento maçónico e republicano. O padre Himalaya abandona, progressivamente, as querelas partidárias e procura apoio em vários quadrantes ideológicos. O seu objectivo principal é “instaurar uma alternativa tecnológica nova, baseada na organização territorial e social, assente em energias renováveis”. Será este o seu percurso no futuro.

Após a frequência dos cursos livres de Química do Dr. Ferreira da Silva, que possuía bons amigos em França, muda-se na Primavera de 1898 para Paris, para prosseguir os estudos e construir a 1ª máquina solar. Esta deslocação foi patrocinada por D. Emília Josefina dos Santos.
Com o forno solar o padre Himalaya pretendia obter azotatos da atmosfera e com eles produzir fertilizantes para a agricultura. A primeira máquina solar foi construída em Neully sur Seine, e aqui decorreram as primeiras experiências. A segunda terá sido montada no Verão de 1900, em Sorède, uma pequena aldeia de montanha dos Pirinéus Orientais, junto à fronteira Espanhola, a partir de peças mandadas construir em Paris. A montagem decorre numa atmosfera de espionagem industrial, sendo o padre Himalaya acompanhado pelo Capitão Bazeries, responsável por questões de segredo militar. O 2º modelo do “Pyrheliophero” é montado a cerca de 5 Km da aldeia, numa colina junto às ruínas da Ermida de Castel d’Ultrera. Sobre uma plataforma de pedra e areia são assentes carris circulares, sobre os quais deslizava a estrutura de suporte, que podia ser orientada de acordo com a posição solar. A campânula era em forma de calote esférica, com centenas de espelhos, e estava suspensa na estrutura por dois eixos, que permitiam uma orientação vertical ou horizontal. O padre Himalaya orientava-a verticalmente, apontando os reflectores para o sol e fazendo incidir o ponto focal na boca do pequeno forno refractário. Numerosos ensaios permitiram-lhe redigir num manuscrito, um relatório das experiências realizadas, assim como alvitrar novas metodologias para a construção da “lente metálica”, tendo sempre como principal objectivo a obtenção de fertilizantes nitrosos.
Em Março de 1901 viaja até Londres, onde estabelece um contrato com a Condessa de Penha Longa, viúva do banqueiro Pinto Leite, constituindo uma sociedade para explorar esta invenção: aparelho óptico para utilizar praticamente o calor do sol nas artes metalúrgicas e químicas e em todos os ramos da indústria. O padre Himalaya cede à sociedade a sua invenção, assim como as patentes já registadas em França, Espanha e Bélgica, comprometendo-se a prosseguir o seu trabalho e a realizar todos os aperfeiçoamentos necessários, enquanto a Condessa disponibiliza o capital necessário para a construção dos dois primeiros aparelhos de demonstração e para a mensalidade a pagar ao padre pelo seu trabalho. Responsabiliza-se ainda pelo pagamento e registo de novas patentes. No seguimento deste contrato, regressa a França, onde executa um protótipo-miniatura experimental e prossegue os seus contactos no meio universitário e científico Parisiense. Em Setembro desloca-se para Lisboa, instalando-se no palacete da Condessa, junto à Lapa, onde reformula e simplifica os projectos de construção de forma a que os aparelhos possam ser construídos em Portugal e com custos reduzidos. Mostra-se céptico quanto à possibilidade de construção dos reflectores de que necessita, assim como da sua eventual qualidade.
Em Abril de 1902, na Tapada da Ajuda, é feita a primeira demonstração pública do funcionamento do “Pyrheliophero”, que se traduz num enorme fiasco! Erros na construção da máquina levam a que o foco de luz saia distorcido, derretendo o seu próprio suporte. A relação contratual com a Condessa é reformulada e o entusiasmo desta no projecto torna-se praticamente nulo, julgando o padre como um simples visionário após ler o relatório de um exame efectuado à invenção, encomendado a um engenheiro civil português, um tal António Teixeira Júdice. 


Desalentado, mas com o firme objectivo de construir um aparelho que possibilite a geração de temperaturas na ordem dos 6000 a 7000 graus (tarefa impossível de acordo com as leis da termodinâmica), o padre Himalaya regressa a França, onde constrói nova máquina, mais aperfeiçoada, possivelmente ainda com o apoio da Condessa de Penha Longa. É ainda graças a nova reformulação do contrato com esta senhora que consegue apoio para se deslocar aos Estados Unidos, à Exposição Universal de St. Louis, em Abril de 1904. Todavia, e devido ao seu insucesso em Portugal, o “Pyrheliophero” não constava do conjunto de mostragens da representação Portuguesa!
Mais tarde ele pode exibir a sua invenção. A sua montagem é morosa e difícil, talvez devido aos trambolhões da viagem. Finalmente, em Outubro, é realizada a primeira experiência. A multidão apinhava-se, como habitualmente, à entrada da exposição. O invento do padre Himalaya, pela sua imponência (80 m2 de superfície reflectora) e novidade tecnológica, exercia grande atracção sobre os visitantes e a demonstração do seu funcionamento é feita com enorme êxito. Consegue gerar temperaturas da ordem dos 3000-4000 graus, derretendo todos os materiais que coloca sob o foco de luz, sendo premiado com o “Grand Prize da Louisiana Purchase Exposition”. A revista Scientific American publica, nesta altura, um artigo do seu correspondente em St. Louis, intitulado “A Solar Reducing Furnace”, o qual vem credibilizar este invento junto da comunidade técnico-científica. Para além deste prémio, o padre Himalaya fora convidado para integrar o Júri das Artes Liberais, tendo recebido esta honra como se de um grande prémio se tratasse.
Contudo, a montagem do “Pyrheliphoro” não se fez com o dispositivo para a transformação do azoto em azotatos, não estando equipado com o reservatório e forno destilatório previstos nos planos efectuados em França. Não se sabe se tal se deveu ao receio de que a experiência não fosse bem sucedida, ou à premente falta de meios para a sua execução. Assim, não foi demonstrada a sua capacidade produtiva e o seu potencial comercial, geradores de eventuais interesses financeiros, mas apenas a sua capacidade de gerar altas temperaturas. A produção industrial de azotatos com um forno eléctrico veio a concretizar-se em 1905, na Noruega, por Birkeland e Eyde.
Aos vencedores premiados da Exposição Universal foi proporcionada uma viagem de estudo por vários locais dos Estados Unidos. Nesta, o padre aproveitou para estabelecer contactos e relações de amizade que lhe foram valiosas em anos futuros.
Quando regressou ao recinto da feira, a sua máquina solar tinha sido completamente despojada dos 6117 espelhos côncavos de cristal, assim como do mecanismo de relojoaria. A sua desmontagem era caríssima e a Condessa de Penha Longa tinha abandonado o projecto de pesquisa sobre a energia solar. O armazém previsto para guardar a máquina nunca se concretizou!

De acordo com Jacinto Rodrigues, quer em França, quer nos Estado Unidos, as forças económicas da altura não se mostraram interessadas no aproveitamento da energia solar, estando mais empenhadas na exploração petrolífera. Era a hora do petróleo, dos automóveis Ford e do “progresso” que não olhará a meios para impor a sua ganância destruidora da natureza.
Aquando da sua estadia em Londres tornara-se vegetariano, aperfeiçoando os seus conhecimentos em dietética. Após os desaires na sua “investigação solar”, tenta sobreviver nos E.U.A., voltando à Naturopatia, fabricando os “organic salts”, pastilhas à base de cinza e sumo de limão e preparando elixires para a calvície. Mas voltou a não ser bem sucedido! Durante esta estadia torna-se amigo de Adele Marion Fielde, sufragista e antiga missionária baptista, que se tornara defensora dos direitos cívicos das mulheres. Esta aconselha o padre a entrar em contacto com o Carnegie Institute, o qual criara um observatório de investigação solar no Mont Wilson, na Califórnia, em 1904. A pedido do Dr. Woodwards desta instituição, o padre Himalaya escreve um livro sobre as suas investigações acerca das energias renováveis, intitulado “The forces of Nature”. O manuscrito em inglês, encontrado no seu espólio, nunca chegou a ser publicado, restando apenas um texto incompleto de três capítulos dos seis referidos no índice.
Não abdicando das suas investigações ao nível da energia solar, pretendeu realizar fotopilhas, transformando de forma directa a luz solar em electricidade, realizando algumas pesquisas e traçando numerosos esquissos. Como a Carnegie Fondation, assim como a Condessa de Penha Longa, não se encontravam disponíveis para o apoiarem financeiramente, o padre Himalaya passa a interessar-se também por explosivos, dados os seus conhecimentos químicos e a abertura no mercado para este tipo de produto. Monta na sua casa de Washington um laboratório e nele fabrica a “Pólvora Sem Fumo” ou Himalayite, patenteada em Maio de 1907 com a designação “Process of Making Smokeless Powder”. Esta pólvora cloratada é testada primeiro em pedreiras e posteriormente em vários arsenais do exército norte americano. A Himalayite resiste a grandes choques, fricções e temperaturas sem perigo de explosão, sendo fabricada com produtos de origem vegetal e mineral, de fácil obtenção e baixo custo.
De regresso a Lisboa, em Setembro de 1906, a receptividade aos seus trabalhos aumentou, sendo publicados artigos sobre os seus inventos em várias revistas, realçando, em particular, a descoberta do explosivo. A firma da Condessa de Penha Longa, a Pinto Leite & Brothers, interessa-se por este invento, sendo o padre convidado a realizar testes na quinta da Condessa, em Sintra. O Ministro da Guerra, Vasconcelos Porto, e o próprio Rei D. Carlos assistem a alguns ensaios dos explosivos. Em breve estabelece novo contrato com a Condessa para a exploração deste invento em Portugal e Colónias, assim como no mundo. Regista várias patentes de invenções de pólvora, em Inglaterra e também em Portugal.
Na Escola Prática de Artilharia de Vendas Novas realizam-se estudos comparativos sobre os efeitos destrutivos da Himalayite e da Schneiderite. Conclui-se que a primeira não é própria para o carregamento de petardos, mas o seu preço torna-a interessante para a utilização em minas e granadas.
Em 1908 o padre Himalaya adere à Academia de Sciências de Portugal, onde profere diversas conferências e participa em vários congressos. Nas suas intervenções é manifesta a preocupação com o ordenamento territorial do País, expresso nas suas teses de aproveitamento das energias renováveis, com vista a um desenvolvimento sustentado. Na sua comunicação “Alguns problemas de economia e higiene pública” o padre Himalaya propõe as seguintes linhas de actuação para o ordenamento e prosperidade económica da “nação portuguesa”: 


1 – Irrigação dos terrenos cultivados e arborização das montanhas e terrenos não aráveis. Sugere o estudo aprofundado das espécies de árvores mais vantajosas para cada tipo de situação, assim como dos métodos técnicos de construir presas, albufeiras, barragens, açudes, etc., para o aproveitamento das águas provenientes de uma precipitação irregular. Para tal aconselha um estudo comparativo das legislações nacionais e estrangeiras, com vista à elaboração de um projecto de lei que promova semelhantes actividades nas diferentes regiões do país;
2 – Utilização das quedas de água e outras chamadas forças naturais. Prevê o esgotamento dos combustíveis fósseis, propondo estudos hidrográficos dos principais rios do continente, com vista à construção de barragens, o aproveitamento da energia das marés, o estudo do regime dos ventos e brisas para os utilizar como força motora, assim como a elaboração de legislação que facilite a aquisição dos direitos de utilização destas energias;
3 – Métodos racionais de promover a cultura intensiva dos pousios e charnecas aráveis. Propõe o levantamento de todos os terrenos incultos existentes no país, o estudo dos métodos a utilizar na sua fertilização e a determinação das espécies e variedades de cereais ou outras culturas agrícolas mais apropriadas, bem como os meios de valorização dos produtos obtidos para consumo interno e exportação;
4 – Melhoramentos a introduzir nas indústrias piscatórias. Recomenda a construção de açudes nos rios e a introdução de plantas e peixes exóticos, mais resistentes e vigorosos do que os indígenas. Sugere também que se aperfeiçoem as técnicas de conservação do pescado;
5 – Plantas e animais nocivos à agricultura e à higiene pública. Desmistifica a animosidade popular relativa a animais como o ouriço cacheiro, a doninha, o sapo e a coruja, valorizando a sua contribuição benéfica no controlo de pragas agrícolas. Propõe o estudo das plantas invasoras e venenosas, dos insectos nocivos e dos agentes da doença dos castanheiros e doutras árvores e das técnicas a utilizar no seu controlo e erradicação. Recomenda ainda o estudo das plantas e animais úteis à agricultura e à higiene humana e meios de os propagar;
6 – Meios eficazes de promover o robustecimento da raça. Segundo o padre Himalaya, a espécie humana definha e extingue-se em todas as grandes cidades em 3, 4 ou 5 gerações. Se não existisse a emigração constante de indivíduos dos campos, ou de pequenas povoações, as grandes cidades ficariam reduzidas a simples aldeias no espaço de pouco mais de um século. Aponta como causas a impureza do ar respirado, a alimentação predominantemente à base de produtos de origem animal e a ingestão de diversos venenos, como o excesso de bebidas alcoólicas, café, chá, tabaco e abuso de medicamentos. Critica também a quase completa ausência de “exercícios enérgicos ao ar livre e à luz”. Propõe o estudo de meios práticos para extinguir as poeiras e diminuir a quantidade de micróbios patogénicos nas habitações, fábricas e lugares públicos; o estudo da alimentação humana com a determinação do valor nutritivo de vários alimentos de origem animal e vegetal; o estudo dos efeitos perniciosos do tabaco, bebidas alcoólicas, estimulantes e medicamentos venenosos; o estudo de meios para a “prática de exercícios enérgicos ao ar livre”, sobretudo pelas crianças, “a fim de conseguirem o desenvolvimento normal do organismo e da personalidade”.

Noutra conferência, proferida em 2 de Março de 1909, sobre o Porto de Lisboa, em construção desde 1887, o padre critica as construções existentes, que no seu entender desvalorizam esteticamente a zona que vai da Alfândega à Torre de Belém; defende um cais portuário desde Sta. Apolónia até aos Olivais, propondo uma arrojada plataforma de meio quilómetro sobre uma estacaria de cimento armado e, numa antevisão da actual ponte Vasco da Gama, propõe a construção de uma ponte levadiça na zona do Beato em direcção ao Montijo. Finalmente, defende o aproveitamento das marés para o fornecimento de energia hidroeléctrica a Lisboa e a construção de uma estação de caminho de ferro em Cacilhas, para embarque do minério e de outras mercadorias.
O contexto social e político da altura não favorece a visibilidade e concretização destas propostas. O atentado e morte de D. Carlos, em 1 de Fevereiro de 1908, é o culminar da agitação entre as forças políticas e as classe sociais. O padre Himalaya diversifica as suas relações tácticas; ao estabelecer relações com a Banca e com os meios militares, assegura contactos com o governo monárquico, enquanto as suas relações com a Academia de Sciências de Portugal, hegemonizada por republicanos e maçónicos, lhe facilitam a transição para o novo regime republicano.
Após algum tempo de pesquisa de terrenos, o padre Himalaya, à frente da Companhia Himalayite entretanto formada, constrói a fábrica da pólvora, na Quinta da Caldeira, no Seixal. Esta Companhia resultou novamente da participação da Condessa de Penha Longa, em conjunto com outros investidores da aristocracia enriquecida, os quais previam um negócio chorudo. O padre vai viver para a Quinta, instalando-se no edifício situado em frente ao moinho de maré do Seixal. Esta proximidade levou-o a conceber um plano para um moinho de múltiplas funções, voltando a defender, em 15 de Abril de 1913, na Academia de Sciências de Portugal, a utilização da energia das marés.
Durante a sua estadia na Quinta da Caldeira, o padre Himalaya passa a contar com a presença de uma rapariga vinda de Cendufe, sua aldeia natal, de nome Rosa Cerqueira, que terá tido as funções de governanta, mas passava por ser sobrinha do padre, para se evitarem falatórios…
O tremor de terra de Dezembro de 1908, em Messina, na Sicília, levou a que a questão da segurança na construção das habitações passasse a ser discutida em Portugal. A Academia das Sciências, por sugestão do padre Himalaya, propõe à Câmara Municipal de Lisboa a utilização do cimento armado como material mais conveniente para resistir aos terramotos. Em 23 de Abril de 1909 dá-se um abalo sísmico na região de Lisboa, sobretudo na zona de Benavente. A Academia organiza uma sessão pública na Sociedade de Geografia, subordinada ao tema da sismicidade, onde Melo e Simas apresenta uma explicação para os fenómenos sísmicos baseada numa conjugação de fenómenos astronómicos e o padre Himalaya apresenta uma explicação mais telúrica, afirmando que os vulcões e focos sísmicos eram causados pela água sobreaquecida.
Nas suas numerosas conferências na Academia das Ciências de Portugal, o padre Himalaya aborda os mais variados temas, desde a teoria da evolução de Darwin, que compatibiliza com o texto bíblico, à homenagem ao padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, por ocasião da comemoração de bicentenário da sua experiência de ascensão de um balão de ar quente. Elabora uma tese, segundo a qual, Bartolomeu de Gusmão fora o pioneiro na descoberta do hidrogénio, tendo utilizado este gás para fazer a ascensão do balão. Elogia frequentemente o modelo americano de pluralidade de religiões e liberdade de ensino, assim como a sua experiência na técnica hidráulica.
Em Maio de 1910, no Congresso Nacional, a propósito da apresentação de soluções para a crise económica, agrícola e comercial, critica a opção pelo trigo, quando considera que existem outros cereais que se adequam melhor aos solos portugueses, como o milho e o centeio, que também produzem óptimo pão. Defende ainda que os terrenos não cultivados devem ser expropriados. Esta posição causa algumas reacções na ala mais conservadora do congresso, que a cataloga como mais um “elixir do sacerdote”.
A 5 de Outubro de 1910 é implantada a República. O padre Himalaya parece totalmente à vontade dentro deste novo regime. A Academia de Sciências de Portugal é oficializada, ganhando uma importância decisiva na nova sociedade portuguesa, ao contrário da sua congénere, Academia de Sciências de Lisboa. Da primeira saem alguns membros que irão ocupar lugares de destaque no governo.

O padre Himalaya apresenta uma proposta para a nova bandeira nacional, de cores vermelha e verde, onde o emblema assenta sobre “um sol radiante com quatro feixes de raios alongados, de forma a se assemelharem à cruz de Cristo”, a qual deverá exprimir simbolicamente a expansão da nacionalidade. A sua sugestão para a criação da nova moeda portuguesa, dividida em parcelas decimais de um tostão, apresentada a 20 de Julho de 1909, é aceite pela República através da implantação do escudo.
A este envolvimento do padre Himalaya na vida social e política corresponde uma crise na Companhia Himalayite, onde se instala um clima de suspeição, que levará a um processo jurídico arrastado durante anos. Enquanto isto, ele vai utilizando os explosivos para trabalhos camarários. Realiza experiências em 1912, em Braga, na pedreira de Guadalupe, e em Viana do Castelo, na pedreira de Crúzios, sendo sempre acompanhado por uma senhora americana, Adelaide Heaton, mãe de um importante homem de negócios americano.
Quando regressa de Viana do Castelo para Lisboa regista nova patente, em 25 de Setembro de 1911, desta vez de “Um motor directo”. Torna-se sócio fundador da Sociedade de Chímica Portuguesa, em Janeiro de 1912. Entre finais de 1912 e princípios de 1913 existem fortes probabilidades do padre Himalya se ter deslocado aos E.U.A., a convite do filho da senhora Heaton. Jacinto Rodrigues não conseguiu determinar se tal assim se passou. Sabe-se apenas que se ausentou durante vários meses das assembleias da Academia de Sciências de Portugal.
Nesta altura, eram já do conhecimento público as experiências realizadas na América para fazer chuva artificial, assim como o descrédito em que tais teorias tinham caído. No Verão de 1913 uma seca enorme afligia o país, sendo o Alentejo a região mais afectada. O padre Himalaya apresenta, em Julho desse ano, uma comunicação sobre o processo de fazer chover, afirmando que o seu método é diferente do americano, baseando-se numa acção conjugada vertical e horizontal sobre um prisma de ar provocado pelo tiro sincronizado de vários canhões. Pouco tempo depois, a comissão encarregue do estudo desta proposta desloca-se com o padre Himalaya à Serra da Estrela, onde se procedeu à experiência. Houve gente que afirmou terem caído umas gotas de chuva nesse dia quente de Verão! Mas o método foi abandonado por ser demasiado caro, tendo os anos seguintes sido mais pluviosos.
É durante este ano que o padre Himalaya se dedica à divulgação do uso dos explosivos na agricultura. Percorre as diversas províncias de Portugal, desenvolvendo várias actividades junto dos agricultores. A campanha “Contribuamos para a urgente arborização do País”, culminou de forma simbólica na Festa da Árvore, realizada no Jardim Zoológico de Lisboa, onde, após a abertura de buracos através da colocação de explosivos pelo padre Himalaya, se procedeu à plantação de arbustos e árvores pequenas.
Em Setembro de 1914 o padre Himalaya, continuando na prossecução dos seus interesses geológicos, e acompanhado de Paul Choffat, geólogo que se pronunciara junto com o padre sobre o terramoto do Ribatejo, percorrem a região de Rio Maior, em particular a Serra da Marinha, em busca de carvão mineral e de manganês. Torna-se também director técnico da “Empresa de Adubos Nacionais, Lda.”, fábrica de adubos químicos criada em Rio Maior.


Em 13 de Fevereiro de 1915, em colaboração com o professor Castro Neves, director de ”O Século Agrícola” e Albino Aires de Carvalho, regista a patente do “Processo e aparelho de fabrico de adubos completos dotados de acção catalítica”. Nesta é descrito o processo e o aparelho para efectuar o aproveitamento de esgotos e a elaboração de adubos. Se esta estrutura fosse adaptada à rede urbana permitiria algo semelhante às estações de tratamento de águas residuais, com o consequente aproveitamento dos nutrientes para a fertilização agrícola. Estes detritos orgânicos, enriquecidos com adubos catalíticos, formavam uma compostagem que beneficiava os solos. Como afirma Jacinto Rodrigues, mais uma vez se constata aqui o pioneirismo do padre, inserindo nas suas preocupações de agricultura biológica, que vinha explicitando, a importância que dava à agricultura, estabelecendo a inter-relação na defesa de animais úteis à agricultura, no uso de plantas como a luzerna, as opúncias e a “Prosopis”, como um processo de enriquecimento dos solos. Nesta altura, a Companhia Himalayite, com os explosivos orientados para a agricultura, chuva e exploração mineira, proporcionava ao padre Himalaya o orgulho de participar no desenvolvimento do país. A 1ª Guerra Mundial alteraria esta estratégia pacífica do uso dos explosivos.
A 30 de Maio de 1915, o padre Himalya realiza as primeiras experiências concretas com o motor directo de que registara a patente em 1911. Este motor funcionava a gás pobre, como o metano ou o gasogénio proveniente dos carburetos. Nesta fase ele continua a viver na quinta da Caldeira, junto ao rio Coina, dedicando-se também aos métodos dietéticos, à botânica e à agricultura. Dá longos passeios à serra da Arrábida, onde apanha plantas medicinais e insectos raros. Constrói uma viatura a gás pobre e sonha com o aproveitamento da energia das marés.
Com a entrada de Portugal na guerra é criada a Comissão de Inventos de Guerra, da qual o padre Himalaya fará parte. Supõe-se que foi encarregue de desenvolver e melhorar os canhões que utilizava no processo de fazer chuva. Enquanto isso, dedica-se ao projecto do turbo-motor, que patenteia a 22 de Março de 1916. Este é um motor reversível com capacidade para multi-usos, que pretendia utilizar como um substituto dos rodízios dos moinhos das marés e fazer o aproveitamento da energia.
O golpe de Estado de 5 de Dezembro de 1917 leva à tomada de posse de um novo presidente: Sidónio Pais. Um dos companheiros de Himalaya da Academia de Sciências de Portugal, passa a ocupar um lugar de destaque na Câmara Municipal de Lisboa. Apoia as causas sociais defendidas pelo padre. Este é nomeado Secretário da Comissão Hidrológica da Câmara de Lisboa, passando a percorrer a bacia hidrográfica do rio Tejo, de forma a determinar os locais mais favoráveis para a construção de barragens. Viaja também às colónias Portuguesas em África.
Após o assassinato de Sidónio Pais, em 14 de Dezembro de 1919, o padre Himalaya apoia a estratégia de compromisso entre a esquerda e a direita, personificada pelo governo de José Relvas, no sentido de evitar uma guerra civil. Passa a escrever no jornal conservador “A Época”, mas com preocupações técnicas e científicas. Continua a advogar o urgente aproveitamento da energia motora das águas e a regularização dos rios, através da implantação de estruturas hidráulicas de grande e médio porte. Aponta como rios mais aptos o Douro e o Tejo e em segundo plano o Zêzere e outros pequenos rios, como o Lima e o Homem.

Em 6 de Junho de 1920 o padre viaja novamente para os E.U.A., com o objectivo de estudar sistemas de irrigação e barragens hidroeléctricas. Leva consigo o motor directo. Ali permaneceu até 1922. Presume-se que tenha estudado agricultura e medicina no Instituto Carver, assim como registado algumas patentes dos seus inventos. Terá igualmente desempenhado uma missão oficial, fazendo parte, juntamente com o Visconde de Alte, Embaixador de Portugal nos E.U.A., da comissão de negociações do governo português para a renovação do armamento. Será o portador, para Portugal, de um modelo de espingarda americano: o U.S. Rifle, calibre 30, modelo 1903, assim como de uma carta de recomendação do Visconde de Alte, onde este diz que Himalaya poderá ajudar na elaboração do programa do governo, devido ao carácter prático dos seus trabalhos e estudos, ao seu patriotismo e à sua isenção política.
Uma vez em Portugal regressa à sua casa da Damaia, deixando progressivamente a intervenção social activa devido à instabilidade governativa do país, onde se sucediam as remodelações ministeriais. Entra num período de recolhimento, voltando a dedicar-se à medicina naturopata e à tentativa de organização de uma escola de jovens ligada à Ordem Terceira Franciscana. Ficou-se pela formação de grupos de jovens, seus ajudantes nas tarefas agrícolas e laboratoriais na quinta. Neste período, pensa-se que tenha acompanhado duas senhoras americanas ligadas à igreja católica de Ohio, numa viagem ao Oriente, ou pelo menos durante parte desta, tendo, possivelmente, visitado o Japão.
O seu interesse pela constituição de um laboratório leva-o a tentar vender a quinta da Damaia, em 1925. Talvez procurasse montar uma estrutura colectiva de investigação. Em Abril desse mesmo ano registou a patente: “Processo de transformação de crustáceos em alimentos completos para animais domésticos e para a espécie humana”, com a colaboração do engenheiro agrícola José Epifânio Carvalho de Almeida.
Nos finais de 1927 parte para Buenos Aires, a convite da viúva do Cônsul da Argentina, Srª Sagastume, para efectuar uma prospecção e demarcação de recursos nas suas propriedades, na província de S. Juan. Encontrava-se endividado, tendo vendido o seu palacete da Damaia. As viagens e a filantropia tinham-no arruinado. A ditadura do Estado Novo, que se implantara em 1926, reforçou-lhe o alento para esta viagem.
Instala-se no Hotel Sportsman de Buenos Aires, visita a cidade, passeando largas horas pelo Jardim Botânico, aumentando os seus conhecimentos de plantas medicinais. Encontra também alguém que manifesta interesse pelo seu “Pyrheliphero”. Durante as suas visitas a S. Juan, na tentativa de demarcar os terrenos imensos da Srª Sagastume, interessa-se pelas plantas autóctones, resistentes à falta de água, como os Algarrobos, que pensa poderem ser de grande interesse nos terrenos pobres do Alentejo e Algarve. 
Em 1931, tendo adoecido gravemente junto da cordilheira dos Andes, refugia-se como capelão de um asilo de crianças abandonadas, o Asilo Preventório de Jauregui, situado na província de Buenos Aires. Esta reclusão terá sido motivada pela agitação social que se vivia na altura, após a implantação de uma ditadura militar por Uriburu. Pensa-se que o padre Himalaya estaria ligado ao antigo governo dos Cantoni. As suas relações com a Srª Sagastume deterioraram-se também neste período, tendo esta apresentado queixa ao Bispo. No entanto, o padre Himalaya terá conseguido demover a sua filha de lhe mover um processo, declarando-a insana e apoderando-se dos seus bens, em 1929.
Durante a sua estadia no asilo, o padre Himalaya redigirá um livro manuscrito em castelhano, intitulado “La Constituicion Mecanica del Universo”. Segundo ele, representava 43 anos de reflexão, observação, estudo e investigação. Pretendia editá-lo na Argentina e posteriormente traduzi-lo e publicá-lo em Portugal e em França.
Em Agosto de 1932 parte de Buenos Aires de regresso a Portugal, trazendo com ele o precioso manuscrito, ainda inacabado. Após várias visitas a Cendufe, segue para Viana do Castelo, onde desempenhará as funções de capelão do Asilo de Velhos e Entrevados da Caridade. O irmão, padre Gaspar, conseguira que lhe oferecessem este lugar quando diligenciava, infrutiferamente, junto do Bispo a sua promoção a Cónego.
Faleceu em 21 de Dezembro de 1933, no Hospital do Asilo, vítima de mielite, não se sabe se provocada por envenenamento resultante das experiências com ervas medicinais que efectuava em si próprio. Nunca chegou a publicar o dito manuscrito, do qual só algumas páginas chegaram aos nossos dias. Fora nomeado presidente de honra do Instituto Histórico do Minho em Novembro desse ano.
Para Jacinto Rodrigues, “O enigma de M.A.G. Himalaya foi o facto de se ter preocupado com a energia solar e ser simultaneamente inventor de explosivos, padre e ter vivido, muitas vezes, quase à margem da Igreja, sem nunca ter abandonado as suas convicções espirituais; ter lidado com monárquicos, republicanos e anarquistas, sem contudo se ligar pessoalmente a nenhum movimento; ter viajado por longas paragens, sem sabermos as relações institucionais que estabeleceu; ter recebido glória e fama e ao mesmo tempo abandono e desprezo. O padre Himalya é um personagem que incomoda e fascina. É um enigma e um mito. A sua biografia, desconcertante, é cheia de complexidade, de claros-escuros difíceis de deslindar. Acrescente-se a tudo isto uma mitologia que se gerou à volta da sua singular personalidade”. 


Nota final: O texto aqui apresentado resultou da consulta da obra “A Conspiração Solar do Padre Himalaya – Esboço biográfico dum português pioneiro da Ecologia”, da autoria do Prof. Doutor Jacinto Rodrigues, publicado pela Cooperativa Árvore (www.arvorecoop.pt), em 1999. Este livro foi o culminar de uma aturada pesquisa e múltiplas viagens realizadas pelo Professor durante vários anos, pelas paragens por onde o padre Himalaya repartiu a sua vida.

Fonte: naturlink.sapo.pt